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Coronavírus: Ansiedade sem Rédeas com Diana Pessoa


Mais uma semana prestes a terminar, mais números assustadores, mais estatísticas desesperadoras, mais desmantelos de variados tipos. Mais prisão domiciliar, mais falta de coragem de fazer algo por si, mais inércia, mais insônia, a ansiedade dominante. E nessa ânsia sem rédeas, esbarramos em pontos complicados, como depressão e estresse que caminham juntos, muitas vezes. Eu sei, eu sei, temos várias razões para entrar em pânico, são vários os riscos aos quais estamos expostos, não só nós mesmos, mas também aqueles que amamos, estamos vivendo uma época de incertezas, de interrogações e diante disso, cabe a nós algumas escolhas.

Uma coisa é certa, temos que seguir, não há opção diferente dessa, e já que temos que fazê-lo, façamos então da melhor maneira que estiver ao nosso alcance, cuidar do físico, do emocional e do psicológico é a ordem dos dias. Entregar-se à fomes que nunca terminam e/ou a vontades que nunca passam é demasiadamente perigoso e afeta a nossa saúde negativamente. É claro que estamos apreensivos com toda essa situação, que temos medo, pânico até, então, mais do que nunca, temos que (ao menos) tentar ter um pouco de controle, principalmente sobre nós mesmos, pois agir desesperadamente não vai nos levar a lugar nenhum. Aqui entra uma das principais escolhas: cuidar de si!

O corpo tem uma linguagem muito sábia, muito mais do que essa linguagem verbal que usamos para nos comunicar. O corpo para nos enviar alguma mensagem ou alerta possui mecanismos próprios dele, sabe quando você sente aquele frio na barriga? Ou perde o sono quando algo te preocupa? Ou o estômago que dói diante de situações tensas? Pois bem, essas são apenas algumas das formas que o corpo usa para se comunicar, e é preciso dar ouvidos a ele. Se você está ignorando os alertas que recebe, está sendo irresponsável e muito pouco inteligente. A vida é o que há de mais precioso a nosso alcance, e o mínimo que podemos fazer em troca dessa dádiva é ir em busca de elevar a nossa consciência e equilibrar nossos neurotransmissores para não escorregar em prazeres sem futuro, como os que acompanham mais uma fatia daquele bolo, mais um pouco daquele doce, ou mais uma barra daquele chocolate, calorias vazias que agradam apenas o nosso paladar e não nos nutrem.

É preciso se exercitar, “uma gota de prática, vale mais que um oceano de teoria”, portanto não se prenda a um formato específico se não quiser, eu poderia puxar a sardinha pro meu lado e dizer que apenas a yoga te ajudaria, mas isso não seria verdade. Os exercícios como um todo, são muito bem vindos, dançar ao som de uma música que goste, fazer alongamentos, pular corda, não importa o que, mas é preciso e urgente fazer algo por você, pelo seu corpo físico, essa ferramenta incrível e que é só sua. Você vai sentir-se melhor, acredite! Eu vou falar especialmente da yoga, porque cada exercício nela é psicofísico, ou seja, a yoga cuida de fatores que vão além do material, ela atua também na nossa psique, além de dar especial atenção a nossa respiração, essa sutil e maravilhosa atividade que nos mantém vivos. Podemos ficar sem comer ou beber água por um tempo, mas não podemos ficar sem respirar, e não duvide, controlar a respiração é uma excelente forma de controlar outras coisas em nós, como por exemplo, as emoções, o sono, a vontade de comer, as aflições, os nossos desejos, anseios etc. Sendo assim, aqui fica a minha dica: Experimente! Não deixe que a ansiedade ou quaisquer emoções aflitivas tomem as rédeas de sua vida, você é muito mais forte do que pensa que é, você pode muito mais do que acredita que pode.

Namasté.

Diana Pessoa escritora e professora de yoga instagram: @yogacotidiana/@ioga.nana (81) 9.9748-2770



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