Aprendendo Mais Português com Dilsa Farias

19.04.2018

 

Muitas vezes ficamos em dúvida sobre a forma correta de escrever essas pequenas palavras de nossa Língua Portuguesa. Seguem algumas regras para facilitar o emprego das mesmas. 

 

1- A fim ou Afim?

 

A locução a fim indica ideia de finalidade.

Exemplo: Nós viemos a fim de discutir o projeto.

Afim é um adjetivo e significa semelhança.

Exemplo: Eles têm ideias afins.

 

2- Tem ou têm?

 

Tem refere-se à 3ª pessoa do singular do verbo “ter” no Presente do Indicativo.

Exemplo: Ela tem uma casa na praia.

Têm refere-se ao mesmo tempo verbal, porém na 3ª pessoa do plural.

Exemplo: Elas têm uma casa na praia.

 

3- Retificar ou ratificar

 

Retificar refere-se ao ato de corrigir, emendar.

Exemplo: Vou retificar os dados da empresa.

Ratificar significa confirmar, comprovar.

Exemplo: Estávamos corretos. Os fatos ratificaram nossas previsões.

 

4- A ou há

 

Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver.

Exemplo: “Atuo no setor de controladoria há 15 anos”.

O a, como expressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância.

Exemplo: Falarei com o diretor daqui a cinco dias, ou, ele mora a duas horas do escritório”.

 

Ao meu ver ou a meu ver?

 

“Ao meu ver” não existe. O correto é “a meu ver”.

Exemplo: A meu ver, o evento foi um sucesso.

 

5- Quite ou quites?

 

“Quite” deve concordar com o substantivo a que se refere.

Se for no singular, podemos dizer que “o contribuinte está quite com a Receita Federal”, por exemplo.

Já no plural, “os contribuintes estão quites com a Receita”.

 

6- Ela quiz ou ela quis?

 

Assim como toda a conjugação do verbo querer (quiseram, quiseste, quisera, etc.), a palavra quis deve ser escrita com 's'.

O correto, então, é ela quis.

 

7- Troféis ou troféus?

 

Lembre-se: a terminação “éis” deve ser empregada apenas nas palavras terminadas em “el”, como papel, pastel, tonel, entre outras.

Sendo assim, as palavras terminadas em “éu”, quando flexionadas no plural, devem levar a terminação “éus”.

Portanto, o correto nesse caso é troféus, chapéus, céus, etc.

 

8- Seje ou seja? Esteje ou esteja?

 

Esqueça o seje e o esteje. Essas palavras são usadas de forma errada na expressão oral.

Seja e esteja são as opções corretas.

 

9- Quatorze ou catorze?

 

Você pode ficar à vontade para usar qualquer uma das formas, visto que ambas estão corretas.

 

10- Zero graus ou zero grau?

 

Zero está no singular, portanto, o substantivo grau deve acompanhá-lo na flexão.

O correto é: Zero grau.

 

11- Menas ou Menos?

 

“Menas” não existe.

Mesmo referindo-se a palavras femininas, use sempre menos

 

12- Viagem ou viajem?

 

Viagem é substantivo.

Exemplo: Fiz uma linda viagem.

Viajem é a flexão do verbo viajar no Presente do Subjuntivo e no Imperativo:

Exemplo: Espero que eles viajem amanhã.


13- Mal ou mau?

 

Mal opõe-se a bem.

Exemplo: O jogador estava mal posicionado

Mau é o oposto de bom.

Exemplo: Aquele homem é mau.

 

 14- Traz ou trás?

 

Traz é a conjugação do verbo “trazer” na 3ª pessoa do singular do Presente do Indicativo.

Exemplo: Ela sempre traz os relatórios para a gerência.

Trás refere-se a parte posterior.

Exemplo: Ele olhou para trás e viu o vulto.


15- Meio-dia e meio ou meio-dia e meia?

 

O correto é meio-dia e meia, pois o numeral fracionário concorda em gênero com a palavra hora: meio dia e meia hora.


16- Obrigado ou Obrigada?

 

Homens devem dizer "obrigado".

Mulheres dizem "obrigada”.

 

 17- Para mim fazer ou para eu fazer?

 

 “Mim não faz nada”.

Mim é um pronome pessoal oblíquo, por isso não pode vir antes de um verbo exercendo função de sujeito em uma oração.

Sendo assim, o correto é “para eu fazer”, “para eu falar”, “para eu estudar” e assim por diante.

 

Qual o certo?

 

1- São uma hora ou é uma hora?

 

O verbo deve concordar com as horas.

Exemplo: É uma hora da tarde.

Exemplo: São duas horas da tarde, são três horas da tarde e assim por diante.

 

2-  Tão pouco ou tampouco?

 

Tão pouco corresponde a “muito pouco”.

Exemplo: Trabalhamos muito e ganhamos tão pouco.

Tampouco corresponde a “também não”, “nem sequer”.

Exemplo: Não compareceu ao trabalho, tampouco justificou sua ausência.

 

3- Meio ou meia?

 

No sentido de “um pouco”, a palavra “meio” é invariável.

Exemplo: Ela estava meio nervosa na reunião.

Como numeral, meio deve concorda o substantivo.

Exemplo: Ele comeu meia maçã, ou, ele comeu meio abacate.


4-  Mas ou mais?

 

Mas é conjunção adversativa e significa “porém”.

Exemplo: Gostaria de ter viajado, mas tive um imprevisto.

Mais é advérbio de intensidade.

Exemplo: Adicione mais açúcar se quiser.

 

5- Descriminar ou discriminar?

 

Descriminar significa absolver, inocentar.

Exemplo: O juiz descriminou o jovem acusado.

Discriminar significa separar, diferenciar.

Exemplo: Os produtos estão discriminados na nota fiscal.


6- Faz ou fazem?

 

No sentido de tempo decorrido, o verbo “fazer” é impessoal, ou seja, só é usado no singular.

Exemplo: Faz dois meses que trabalho nesta empresa.

Em outros sentidos, faz deve concordar com o sujeito.

Exemplo: Eles fazem um bom trabalho.

 

7-  “Há dois anos” / “Há dois anos atrás”

 

Errado: Há dois anos atrás, iniciei meu mestrado.

Certo: Há duas formas corretas:

 “Há dois anos, iniciei meu mestrado” ou “Dois anos atrás, iniciei meu mestrado.”

Por quê? É redundante dizer “Há dois anos atrás”.

 

8- “Assistir o” / “Assistir ao”

 

Errado: Ele assistiu o filme “A teoria do nada”.

Certo: Ele assistiu ao filme “A teoria do nada”.

Por quê? O verbo assistir, no sentido de ver, exige a preposição a.

 

9- “Perca” / “perda”
 

Errado: Há muita perca de tempo com banalidades.

 

Certo: Há muita perda de tempo com banalidades.

 

Por quê? Perca é verbo e perda é substantivo.

 Ex.: Não perca as esperanças! Essa perda foi irreparável.

 

 

10- Que nem eu ou como eu?
 

ERRADO: Ele é honesto que nem eu

CERTO: Ele é honesto como eu

 


Dilsa Farias, Professora de Língua Portuguesa e Literatura. Atualmente, ocupa uma cadeira na Academia de Letras e Artes de Gravatá como Historiadora e Colecionadora de fotos antigas da cidade e de seu povo. 
Como Historiadora, ela se empenha em resgatar  o passado da cidade  e registrar o presente.
E-mail: dilsamaria@gmail.com

 

 

 

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