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País das Culturas Populares celebra a pluralidade cultural de Pernambuco em Gravatá

  • Foto do escritor: verasoutomaior
    verasoutomaior
  • 25 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Toda a força e a pluralidade das culturas populares de Pernambuco estiveram representadas hoje no último dia do País das Culturas Populares em Gravatá. Quadrilha junina, bloco lírico, maracatu de baque solto e samba de coco foram os ritmos que embalaram a despedida do palco na cidade.


O Bloco Carnavalesco Lírico O Bonde abriu os trabalhos trazendo tradição do pau e corda para Gravatá. Fundado e sediado no bairro da Imbiribeira, Recife, em 27 de setembro de 1991, o bloco é um dos mais tradicionais do carnaval do Recife e participou pela primeira vez da festa em 1992.


O Bonde traz em seu nome uma homenagem aos antigos bondes que circulavam no Recife no início do século XX e no Pernambuco Meu País desfilou frevos clássicos e canções típicas do período momesco.


“Foi um momento de muita beleza e felicidade. Ver o público vibrando durante o nosso espetáculo com a praça lotada e querendo brincar com o Bonde foi muito especial. Só posso agradecer por participar”, disse Cid Cavalcanti.


Em seguida, a quadrilha junina Zé Matuto trouxe a força e a beleza de uma das maiores tradições nordestinas. De São Lourenço da Mata, a quadrilha trouxe uma apresentação animada e manteve a energia do público aquecida do começo ao fim.


Misturando o modelo tradicional das apresentações de quadrilhas com elementos pop e contemporâneos, a Zé Matuto demonstrou o porquê das quadrilhas juninas serem tão fortes na região.


Marchando em cortejo até o palco, a Estrela Brilhante de Nazaré trouxe 50 integrantes que lotaram a praça do País das Culturas Populares e deram uma demonstração da magia de um maracatu inteiro em marcha.


A Estrela Brilhante é um grupo de maracatu de baque solto que se originou em Nazaré da Mata, e é reconhecido por unir a tradição com a inovação na brincadeira. Agremiação que carrega no nome a promessa de luz e beleza, a Estrela atraiu uma multidão para assistir a sua apresentação.


“É um orgulho trazer a Estrela Brilhante pra Gravatá e acho bonito sempre colocar esse brinquedo na rua. Esse maracatu nasceu pra tá na rua mesmo”, afirmou Biu Porfírio, mestre caboclo e fundador da Estrela Brilhante.


Finalizando a noite, com um antológico show de despedida o Mestre Ciriaco do Coco, 97 anos. Nascido João Sebastião do Nascimento em 26 de junho de 1928, O mestre brinca e ensina rodas de coco há décadas na Zona Rural de Glória do Goitá, repassando seu conhecimento para jovens brincantes.


Considerado o último representante do coco-de-roda na Zona da Mata Norte de Pernambuco, arte que herdou ainda criança, quando aos 13 anos começou a seguir as rodas do pai e aos 14 conduziu sua primeira roda de coco, Círiaco decidiu que seu último show seria no Festival Pernambuco Meu País e quem esteve lá nunca vai esquecer.


Fotos Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe






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