Prefeitura e MPPE de Pernambuco trabalham pelo controle da população dos pombos em Gravatá


Quem passa em volta da Praça Matriz de Sant’Ana se depara com um número grande de pombos naquela região e em outros pontos específicos da cidade. A gestão do Prefeito, Joselito Gomes, preocupada com o aumento eficaz dessa população que pode trazer doenças como, por exemplo, a criptococose que é uma das principais doenças transmitidas pelos pombos urbanos e é causada por um fungo que vive e se desenvolve nas fezes. Mobilizou representantes das secretarias municipais de Infraestrutura, Mobilidade e Controle Urbano, Saúde, Procuradoria Municipal, Agência de Meio Ambiente e Guarda Municipal, Comunicação Social e Imprensa, ONGs, ACIAG e CDL, em união de forças com o Ministério Público de Pernambuco, buscam a melhor solução para o controle dessa população.

Estão sendo realizados encontros com segmentos importantes a exemplo dos profissionais de comunicação e imprensa, para também falar sobre o papel dos meios de comunicação no apoio a esse trabalho de conscientização e educação ambiental, líderes religiosos, lojistas e corpo escolar da cidade para terem orientações sobre o animal e as propostas da gestão municipal para solucionar a questão de forma responsável com o animal e com o ser humano.


Fernanda Nóbrega, promotora de justiça do MPPE de Gravatá, fala sobre o estreitamento de laços com a Prefeitura de Gravatá. “Essa já é a terceira reunião que nós temos para discutir a questão dos pombos tanto no pátio da Matriz como em outros pontos específicos em Gravatá. É uma união de forças entre o Ministério Público e as Secretarias envolvidas, ONGs, Sociedade Civil Organizada para que a gente possa dar a melhor solução possível sobre a questão da pandemia dos pombos em nossa cidade”.


Para Vandenberg Oliveira, coordenador da Vigilância Ambiental, é um momento muito importante para o município. “O engajamento de todos os setores que estão envolvidos nesse projeto realmente vai trazer um grande benefício para a população gravataense porque vamos conseguir diminuir consideravelmente a população de uma forma bastante tranquila porque vamos trabalhar com educação e saúde, essa é a principal ferramenta que vamos utilizar nesse enfrentamento e manter esse controle dos pombos, evitando que a população gravataense venha adoecer por enfermidades causadas por essas aves”.


Emanuel Vilar, epidemiologista e professor de biologia, e comentou: “A partir do controle da população dos pombos, as pessoas poderão usufruir dos espaços públicos com menos riscos porque não vai haver uma interação direta com esses animais. Se não há essa interação direta, não existe mais o risco de transmissão de qualquer doença. Então, nós como cidadãos e cidadãs vamos conseguir aproveitar todos os espaços como os parques e praças que a cidade oferece para o nosso lazer e convivência social”.

O médico veterinário e inspetor sanitário da Secretaria de Saúde, Dr Ítalo Kokay, apresentou alguns perigos que o ser humano corre quando tem contato constante com a ave. “Longe de nós querer demonizar os pombos, pois eles são tão vítimas quanto nós. Porém, eles podem passar para a gente algumas doenças, embora não sejam exclusivamente atribuídas a eles. Entre essas doenças estão a criptococose, que é a mais perigosa de todas, um fungo que vive nas fezes ressecadas do pombo, histoplasmose, que é outro fungo e outras doenças virais, que também são arboviroses, e podemos de fato vir a óbito. Esse conjunto de ações que estamos fazendo, tanto com o projeto piloto de educação com a escola, estamos também junto com a Secretaria de Saúde reforçando essa parte e disseminando todo conhecimento necessário para que a gente possa trabalhar da melhor maneira possível esse problema de saúde pública”.

Uérica Araújo, professora de educação física da Escola Municipal Aarão Lins de Andrade, foi uma das palestrantes e falou das orientações para erradicar o problema. “A primeira ação que a gente deve fazer é diminuir a alimentação, água e zonas de pouso. Se a gente conseguir fazer essa restrição vamos diminuir consideravelmente essa população. Não será algo a curto prazo, pois o ciclo reprodutor do pombo é muito rápido. Precisamos nos conscientizar que é um problema sério e que traz risco iminente para nossa população. Aqueles pombos que estão na praça tem o número quatro vezes maior do que a gente vê. Consciência para que a gente possa sanar esse problema na nossa cidade”.

A Procuradora do município, Amanda Ferreira, fala sobre o amparo legal para solucionar o problema. “Hoje, o município de Gravatá, preocupado com a questão dos pombos, está organizando um grupo de pessoas e está propagando as informações sobre essa questão. O município está amparado pela Instrução Normativa 141, de dezembro de 2006, que regulamenta o controle e manejo ambiental da fauna sinantrópica nociva e que segue alguns protocolos para que essa população vá gradativamente sendo diminuída, sem necessariamente a questão do extermínio do animal. Está sendo implantado, pelo município, programas educativos em parceria com outros órgãos e estamos apresentando a membros da sociedade civil o programa que o município irá adotar. Teremos campanhas educativas da não alimentação e dos perigos que as fezes do pombo podem ocasionar ao ser humano”.


Informações e fotos, Anderson Souza, Ednaldo Lourenço e Nilson Silva (SECOM)