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Saúde bucal feminina: especialista explica em quais fases é preciso ter mais atenção


As alterações hormonais, em diferentes etapas da vida, fazem com que as mulheres sejam mais suscetíveis a determinados problemas bucais. Por outro lado, como elas costumam ser mais cuidadosas com a saúde em geral, fazendo a prevenção da forma correta com visitas regulares ao dentista e higienização utilizando a escova, creme e fio dental.


Os cuidados com a saúde da boca devem começar no ventre da mãe, independente do gênero da criança. “É importante que grávida faça o acompanhamento na gestação e também escolha um odontopediatra para acompanhar o desenvolvimento do bebê após o nascimento”, explica a cirurgiã Profa Ana Claudia Gomes, da clínica Universo Odonto. “A visita ao odontopediatra deve ocorrer no primeiro ano de vida, mesmo que o bebê não tenha dentes. O acompanhamento precisa ser periódico por meio de consultas de manutenção e as orientações de acordo com a fase da infância”, acrescenta a profissional.


Durante toda a infância não haverá diferença na manutenção da saúde bucal de meninos e meninas. Mas, na adolescência, o cenário muda um pouco por conta das alterações hormonais sofridas por elas, tornando-as mais propensas a desenvolver a gengivite, por exemplo.


Mas é importante deixar claro que o problema ocorrerá com as meninas que não fazem uma higienização adequada. Por isso, na adolescência, é preciso reforçar as orientações quanto a dietas altamente cariogênicas (que propiciam a cárie), evitando excesso de refrigerantes, o tabagismo, entre outros cuidados como o estresse.

“Para cada momento e dependendo do caso, é recomendada a consulta com especialistas como o odontopediatra na infância, o odontogeriatra na terceira e idade e os cirurgiões-dentistas clínicos e demais especialidades durante toda a adolescência e fase adulta”, conta Ana Cláudia.


Cuidados específicos na gestação


Mulheres grávidas vivem diversas mudanças físicas, hormonais e emocionais durante a gestação. Essas alterações impactam a saúde bucal e por isso é necessário redobrar os cuidados. “As gengivas ficam mais vascularizadas e sensíveis podendo ocorrer a "gengivite gravídica". Além disso, algumas gestantes mudam os hábitos alimentares, ingerindo mais doces”, avisa a odontóloga.


Boca seca, o aparecimento de cárie e outras doenças pela falta ou deficiência da higiene também ocorrem nessa fase. Algumas mulheres sentem enjoo e por isso param de usar o creme dental na escovação e o fio dental, outras ainda reduzem a frequência da escovação ficando mais suscetíveis a diversos problemas.


Para Ana Cláudia, as visitas ao dentista devem ser intensificadas, bem como a atenção para higienização e alimentação. “Tomando esses cuidados, a saúde bucal é preservada em qualquer etapa da vida da mulher”, diz ela


Alterações na menopausa podem ser mais intensas


Outro momento em que as alterações hormonais podem influenciar a saúde da boca é a menopausa. Nessa fase, os sintomas costumam ser mais acentuados para algumas mulheres o que reflete na cavidade bucal. “É outro período no qual ocorrem muitas mudanças no corpo da mulher. Além disso, algumas podem apresentar perda óssea dos tecidos que suportam os dentes devido à osteoporose”, comenta especialista.


Existem alguns problemas mais recorrentes nessa etapa como a xerostomia (boca seca). Essa secura na boca pode provocar mau hálito e também deixar a cavidade bucal mais suscetível ao ataque de bactérias. Algumas mulheres ainda relatam a sensação de ardência nessa fase.


Para solucionar a xerostomia, Ana Cláudia explica que dentista costuma prescrever saliva artificial e outros produtos específicos como hidratantes bucais para minimizar o problema. Mais uma vez vale destacar a correta e reforçada higienização bucal e consultas frequentes ao profissional da odontologia.



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